primeira urbana
Eu sou automóvel
Sou computador
E minhas digitais
em pessoas e locais
Aparecem num visor
Que eu, multiprocessador
Liquidifico antes de dormir
Eu sou automóvel
Sou computador
E minhas digitais
em pessoas e locais
Aparecem num visor
Que eu, multiprocessador
Liquidifico antes de dormir
Arrogância, nenhuma pompa
foi crucificado ou crucificou-se
Seu martírio veio da pura imperfeição
Genuína fraqueza, seus ferimentos, pois rastejava apenas
Um incomensurável azar, seu carrasco
Vivia crucificado
Na horizontal, canetas fincadas nas mãos, uma viga de papel
Letras, sílabas, palavras, versos, sobrepunham-se
Formando a cruz
E como não tivesse quem o erguesse a prumo
Deitado seguia seu suplício olhando o céu
E pensava
em pedir perdão porque escrevia
Minha ruína é culpa. A sua é virtude
Minhas olheiras são culpa. As suas são honra
Meu mundo fadado à destruição, quando o seu, transformação
Sou estranho, você é comum e sou menos, sou culpa
Ouço-lhe arredio, enquanto me ignora está certo
Quem você pisa
quem pode te derrubar
Culpa é referencial.
A luz me acendeu
O telefone me falou que eu ia
Enquanto o jornal me lia
Chamei a atenção da buzina
- O cinema me veio -
Um som me ouviu ao longe
E a avenida andou depressa
Os jovens experimentam a iconoclastia
Até que se grite: EI!
É claro que todo conservador de vinte anos é um idiota
Que o senhor socialista é um idiota
Que esse frasco é um idiota
É claro que há corrupção
É claro que uns sim, uns não
Mas todos, todos, todos
E décadas se passaram
E só eu lembro de Funes,
mas estou vivo, vivo,
Vivo por agora e por aqui adentro
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