Monthly Archives: March 2011

A gravidade das poucas badaladas

A gravidade das poucas badaladas

A gravidez da madrugada

As pálpebras abertas empurram o olho pro fundo

E a alma queria repousar do mundo

 

A mente, quente, crepita descobertas

Deduções, desbrava trilhas que encontra abertas

O corpo tenso de fadiga, extenuado

Revolve-se vivo num caixão fechado

 

Em poucos minutos, mais uma noite em claro

Ferido pela friagem, pela claridade

ergo-me, rastejo, paro

 

Olho a janela e reaparece a cidade

Todas as pessoas e cores renasceram num piscar

Quando vejo isso tudo, tenho sono e vontade de sonhar