Monthly Archives: April 2009

Lula no South Park

O Obama vai acabar queimando o filme com a moçada do Brasil, se continuar enchendo a bola do Lula. O busílis é que isso não terá a mais remota importância. De qualquer maneira, uma figura pública que beijou os 80% de aprovação popular no seu rincão e não usa turbante, até eu bajulo, no melhor estilo mal-não-faz e vamos almoçar qualquer dia, eu te ligo, satisfação!

Anyway, o mais icônico dos nossos comandantes (e crescendo) apareceu neste episódio do South Park (dá pra assisitir na íntegra). Livre associação a um mensalão intergalático.

Ideologia 3D

Gosto mais de escrotizar é a esquerda. Isso na minha cartilha quer dizer que simpatizo. Tão avessa à crítica, já que sua causa é cristalinamente nobre, esse grupo disforme de protetores de tudo, siameses com a verdade, precisa de terapia. Ainda que esse eixo simplista seja pouco pra definir as possibilidades ideológicas do presente e mesmo que a função única da direita fosse nos foder (mesmo mais do que acumular a sua grana e poder “em paz”), não há evolução possível para quem não se duvida. Enquanto isso, o debate na raia-miúda do chamado neo-liberalismo (neo-con que seja) está muito mais articulado, menos panteônico, menos “highbrow” (é claro que não estou falando do pessoal que tem recusa – mais estética do que ética – ao Lula-sapo-barbudo, esse filho feio que a gente não sabe se deserda. Estou falando de pensar o mundo, e se armar de aregumentos – eles o estão fazendo).
Nós estamos feios na fita. Crise de representatividade, de foco, de coragem mesmo pra nos declararmos destrutores – se for o caso, mas a gente não conversa sobre isso, mesmo.

Sala de ex-votos da Igreja da Santíssima Trindade

Qualquer sala de ex-votos é de uma bizarrice fácil e envolvente, até mesmo para o católico brasileiro médio. Prateleiras de órgãos humanos de cera ou gesso, fotografias e cartas de várias décadas, e tome muleta, bengala, comadre. Um museu caótico (haveria alguém responsável pela disposição dos objetos?) cujo tema é “por força”, do fiel e de deus.


A indefectível lojinha, oferecendo de medalhas a intestinos de cera é logo ali do lado.

Morde e assopra no chorinho

O chorinho talvez seja um dos únicos gêneros musicais designados no diminutivo (senão o único – tentei puxar pela memória e nada). Sempre alguém pode dizer um sambinha, um jazzinho etc., mas tudo isso é apelido; chorinho é Chorinho da Silva, seu criado.
Já ouvi um papo-teoria de que os criadores do chorinho por aqui e do blues nos esteites eram todos arrancados e escravizados de uma mesma tribo africana. Como uma boa teoria passada adiante via Internet, não lembro onde escutei, não sei se é verdade e passo adiante. No fim das contas, a hipótese vem de serem gêneros de músicas tristes ou geradas no sofrimento (afirmação que também é discutível).

Mas blues e chorinho são essencialmente diferentes. O chorinho parte de um princípio de complexidade ímpar na música popular e talvez aí resida seu principal problema. Por ser difícil fazer o básico no chorinho, não basta dois manés embriagados, uma timba e um violão pra tocar chorinho; ou um moleque que acabou de aprender a pentatônica e azucrina o mundo com o seu “feeling”. Tocar chorinho é coisa pra instrumentistas de alguma tarimba e o problema referido acima pode ser este: é um gênero de pouquíssima renovação, evolução. Tão bem acabado já ao nascer não precisava estagnar. O que vemos é, de um lado, os pioneiros em volta dos sessenta anos de carreira e, de outro, uns CDF’s academicizados mimetizando os velhos mestres, com ares de museólogos.

Ouvir chorinho é bom demais, principalmente ao vivo, mas ao longo de sua história poderia ter se desdobrado mais. É o que tira os gêneros da ameaça de virar folclore e os mantém no popular.

Segue “choro”, bonito tema do Premeditando o Breque:

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por helil

Curtas #1

Vanguarda:
O incrível acervo do obtuso amalgamou-se aqui, dentro de uns dias eu tiro o subdomínio do ar, e vamos ver se eu volto a falar de música.

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Os textos no Cultblog vão indo. Cedo pra comemorar a majestosa disciplina, mas, como lá não tem RSS, vou avisando por aqui.

E vamos nós em prece, pequeno poema em prosa

Como eu me importo, pequeno poema

Langston Hughes – Life Is Fine, pequena tradução. Langston Hughes (1902 – 1967) esteve à baila recentemente, com outro poema seu lido na posse do Obama.

Ignora o passarinho, pequeno texto sobre fotografia e irritação, o casamento é hoje, vou levar a máquina.

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Tem anúncios Google agora nas postagens. Eu sou tão Web 1.0 que conheço meus leitores por nome, endereço e telefone, e não estou pra caçar audiência à toa, mas vamos lá.

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Tem twitter também. De novo, meu networking de carne e osso já é minimo e eu não tenho muita paciência pra essas coisas.