Capela de São João Evangelista dos homens pardos da Vila de São José del Rei
Há uma rivalidade entre as cidades históricas de Minas Gerais e seus moradores. A sua própria “agremiação” é a mais legal, seja lá qual for o motivo da superioridade. Tiradentes é a joinha, frente à suntuosidade caudalosa de Ouro Preto, mas só Congonhas tem a obra maior de Aleijadinho; São João Del Rei é aquela com vida própria, de cidade com presente brilhante, e por aí vai.
Um dos argumentos que contariam a favor de Tirandentes é a presença de trabalhos primitivos, que de alguma forma tem mais valor em sua simplicidade, como um estatuto anti-rococó, anti-aristocrático.
A nave da capela de São João Evangelista não tem altares, contando apenas com telas representando os evangelistas em traços bem primitivos que datam do séc. XIX. Os poucos anjos do retábulo são hirtos e pouco naturais.
A capela de São João Evangelista dos homens pardos da Vila de São José del Rei teve o início de sua construção por volta 1760, sendo que as obras se delongaram até o século XIX.

Eu sei que nenhuma imagem passa da câmera para as folhas da revista sem uma boa editada; como operador de Photoshop, fica difícil apreciar um desses ensaios da Playboy com aquele olhar franco e puro de adolescente. Penso até que seria bom marketing deixar uma ou outra “imperfeição”, escolhida a dedo, emprestando um pouco mais de realismo a um ensaio fotográfico. Uma espécie de promessa, potencial tátil.