Monthly Archives: October 2008

Igreja de São Francisco de Assis – SJDR

A grande referência da arquitetura colonial de São João Del Rei, quiçá de todo o complexo das cidades históricas mineiras, manjado cartão-postal.

Com projeto inicialmente riscado por Aleijadinho, mas bastante modificado pelo executor Francisco de Lima Cerqueira, a construção foi concluída em 1804.

Belíssima igreja em bom estado de preservação, com muitos brancos e pedras azuis nuas é uma das construções mais “clean” do circuito. Destaque para trabalho na portada em pedra-sabão.

Situada em um amplo espaço ajardinado, cuja sombra de palmeiras projeta-se no chão como cordas de lira (às 18:00 na primavera), conta com cemitério ao fundo onde encontra-se o túmulo de Tancredo Neves.

Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar – SJDR

Construção iniciada em 1721, em substituição à antiga capela de N. Sra. do Pilar, primeira construção religiosa da então recém nascida vila, que se tornaria São João Del Rei. A capela foi incendiada na Guerra dos Emboabas, entre 1708 e 1710.

Coberta de ouro e ricamente trabalhada, possui em seu teto o que seria o afresco mais extenso do barroco mineiro.

Nesta igreja foi realizado um Te-Deum* em comemoração pelo fracasso da Inconfidência Mineira

*O Te Deum é um hino litúrgico católico cantado em agradecimento a graças especiais, como a consagração de um Papa, canonizações, além do supra citado.

SJDR – Cemitério da Ordem de Nossa Senhora do Carmo

Após a viagem de trenzinho, com pouco menos de duas horas pra um passeio, somos abordados por vários guias que oferecem o curto-circuito do centro histórico de São João Del Rei em van. Muito embora seja rápido e algumas atrações sejam vistas através do vidro da perua, é o necessário pra cobrir o básico.

Entre nós e o pára-brisa (até a reforma ortográfica), estava o então fechado Cemitério da Ordem de Nossa Senhora do Carmo, ao lado da Igreja de mesma Santa. Fechava-o uma obra de arte de 1836: o portão executado por Jesuíno José Ferreira, ferreiro mestre.

Realizado em ferro batido, sem qualquer parafuso, constitui um trabalho de maestria impressionante. Todo o cemitério destaca-se pelas obras de arte, além de ser um dos raros cemitérios cobertos do Brasil. Tudo isso gerava comentários do tipo “a irmandade do Carmo cuida melhor de seus mortos do que de seus vivos”.