batizado

A cor do seu corpo oculta pela lama noturna

Rasteja por entre as flores rasteiras que crescem e minguam na areia.

Enegrecida, seus olhos acesos em rosa buscam vultos pra não encontrar.

Suspira salitre das ondas, que a praia espalha pros lados.

Tão longe esquecemos quem éramos e desnecessários que éramos.

No escuro, a prata e o silício reluzem silêncio.

Na praia, o vício de você me proporciona proporções.

A manhã traz um corpo doce estirado nas dunas que descreve arcos e me diz meu nome.

E eu me batizo da imagem.

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