Eu, Pataca: O que não esqueço , me fez lembrar desse:
Embora defronte da hora desconte
Da vida a certeza que tinha na minha
Descerro cortinas de ferro, meninas aos berros
aos ventos, meus eus virulentos Meu Deus!
Já creio que não era incrível, no meio impossível
Não era herói da razão, e como dói o coração
De ver que não mais se chora ao cais da hora
Que aparece de repente, esmaece do inocente
A ternura do semblante, escura, semelhante
À noite em escombros, açoite em assombros
ignóbil fátuo, sóbrio de álcool
Mas embebido de ilusões, entorpecido de colisões
Entre mordedura e carinho, entre loucura e caminho
Dourados são os anos passados sem planos
Perdido é o presente, encardido e doente
Devido ao estrondoso sucesso do meme (mememeu!) Serviços em Uberlândia, sigo publicitando quem merece no Portal do Cerrado:
OFICINA MECÂNICA GRANDE
R. Rosa Costa Souza, 120 – Daniel Fonseca
Uberlândia – MG, 38400-304
(34) 3238-4491
Rapaz, aquilo parece um posto de saúde (dos limpos, de filme, quero dizer). E a parede atrás do balcão tem mais diploma do que poderiam ostentar Zerbini, Jatene e Pitanguy.
Marcelo Grande, o proprietário, é um verdadeiro geek do riscado automobilístico. Sabe do que fala, passa confiança e cobra na justeza.
Sabe os poemas
que sabem a gavetas?
solidões em repleção,
queixosos, chorosos, patéticos,
repleção.
Às vezes não quero mais nada,
que nada já possuo
na penúria do verso lauto
sobram cômodas, gaveteiros,
penteadeiras, escaninhos
No arquivo morto
existe um saber
que só sabe a si mesmo
ignorado até pela madeira
que esvai-se corroendo
e corre em silêncio
rumo a ali mesmo