A MPB se repete como farsa

Alguém que queira apreciar algum aspecto da atividade humana, de uma forma crítica e honesta, deve abster-se de preconceitos e preguiça, estar sempre aberto a novidades, evitar a fé cega nos cânones estabelecidos, buscar sempre a vanguarda.

Besteira! Quando se trata da Música Popular Brasileira atual, eu fechei as portas da percepção. Cansei de tentar encontrar coisas dignas de ouvir entre uma cambada de burgueses de chinelo de couro, do tipo “eu adoro brasileiro pobre, daqui do meu flat em Manhattan”. Vila-madalênicos que herdaram nada além da pose de artista do povo. A MPB tem muitas árvores frondosas beirando o centenário, mas os frutos estão mais para enxertias que deram errado.
Já vai tempo essa tendência, suficiente para essa mesma Brazilian new-muzak só se auto-plagiar. Aguardo ela se esgotar em si mesma, como os burros.

Se é que ele tem um lado B, segue um Chico Buarque pra terminar a desopilada.

Chico Buarque – Flor da idade

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por helil