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Análogicos e eletrônicos

Minha impressão é a de que todo mundo “entra” na música pop pra ser famoso. Tem a paixão por uma banda, por um instrumento. Mas tem também a vontade de ser star, norteando todas as escolhas, os releases, o sonhos com gravadoras, groupies, ray-ban e quartos de hotel destruídos.
Às vezes o mundo musical de pura criatividade e o mundo pop se cruzam, e esses momentos são os mais propícios à evolução e, como efeito colateral, a um adendo genuíno à mística do artista excêntrico.
O Kraftwerk, lá se vão 37 anos, e talvez duas décadas antes da explosão eletrônica, criou um universo completo de máquinas e recursos estéticos de onde se bebe até hoje, para o bem ou para o mal. Pra quem não acredita que a televisão já transmitiu em preto-e-branco um dia, tenha em mente: todo o equipamento era analógico. Os resultados surpreendem pela pureza e pela inovação. A tonelagem absurda do equipamento, aliada à excentricidade e ao perfeccionismo que impedia as apresentações ao vivo, cobriram de mística pop os reclusos Hütter e Schneider.

Segue “Model”, do álbum “Man Machine” (1978).

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por helil

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