Arquivo morto

Sabe os poemas
que sabem a gavetas?
solidões em repleção,
queixosos, chorosos, patéticos,
repleção.
Às vezes não quero mais nada,
que nada já possuo
na penúria do verso lauto
sobram cômodas, gaveteiros,
penteadeiras, escaninhos

No arquivo morto
existe um saber
que só sabe a si mesmo
ignorado até pela madeira
que esvai-se corroendo
e corre em silêncio
rumo a ali mesmo

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