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Quem disse que a imagem não é nada?

Desde o surgimento do videoclipe a música já não é a mesma. Não sei se é pura coincidência isso ter acontecido, mas nos últimos anos a imagem se tornou mais importante do que o som em si. Se por um lado isso é ruim, pois o propósito de ter uma banda está errado, por outro, isso deu asas à imaginação para a produção de bons vídeos. Qualquer banda de garagem, com baixo – ou nenhum – orçamento, tem o seu vídeo pronto para ser viralizado. Basta uma boa idéia.

A banda sueca Ok, Go! é um exemplo muito claro disso. Desde o lançamento do clipe Here It Goes Again, a banda estourou para a mídia e a quantidade de shows e o público simplesmente quadruplicou, diz Damian Kulash, vocalista da banda. Realmente é divertido.

Abaixo, segue um vídeo feito pelo pessoal da Vimeo. Feito em um take só. Pelo menos é o que eles dizem. De qualquer forma, é muito bom.

Ah, a banda se chama Harvey Danger e a música “Flagpole Sitta”.



Por Flávio Vieira

Pra onde vai a música?

Para onde vai a música?

Qual será a nova roupa da música? Foi-se o tempo em que ela se conduzia por entre fitas cassetes, discos de vinil e até cds.

Claro que nada morre definitivamente quando se trata de arte, mas é inevitável perceber que a busca por novas mídias e novos meios de propagar música anda afoita, ansiosa por algum novo veículo eficaz e, principalmente, rentável.

Está todo mundo meio perdido tentando adivinhar ou descobrir a próxima forma de comercialização. Tudo ainda muito longe da certeza do início do CD, que chegou com o pé no peito e dominou o mercado por quase duas décadas. Há quem aposte no DVD, que traz a vantagem relevante da imagem, mas parece que num futuro também não tão longínquo, este também sucumbirá, plagiando ainda mais rapidamente a trajetória dos cds. Por exemplo, quem lembra do laser disc?

O mp3, um candidato à sucessão, entre outras coisas traz um choque drástico com a mesma tecnologia que o criou. Pela primeira vez andando para trás, este formato, na grande maioria das vezes, destrói a qualidade de áudio, enfraquecendo um tanto o seu poder.

Hoje começam as primeiras tentativas de se vender discos em pen drive. Alguns artistas apostam nesse formato para conseguir driblar as dificuldades de existirem no comércio de música.

Na verdade parecemos um bando de formigas batendo cabeça em busca de um novo caminho.

Qual será?

Por Fernando Bassetto

Lobão

Ao sair de casa aos 17 anos para se tornar músico profissional, Lobão não imaginava a trajetória controversa que iria ter. Sua primeira banda – Vimana – foi formada com Lulu Santos e Ritchie, e só durou três anos por absoluta falta de incompatibilidade tanto musical quanto pessoal. Excursionou com Marina Lima, Luiz Melodia e Walter Franco como baterista. Fundou a banda Blitz junto com Evandro Mesquita, mas, também por incompatibilidade, saiu do grupo antes de vir o sucesso comercial. Em 1982 começa sua carreira solo, marcada pelo sucesso Me chama, uma das músicas mais gravadas no Brasil. Sempre vivendo altos e baixos, Lobão parece estar mais calmo e maduro. Após fazer apologia explícita contra as gravadoras, vender seus discos em bancas de jornal e ser a favor da liberação das músicas pela internet, o músico participa do projeto Acústico MTV. Revisita antigos sucessos e grava novas canções. Continua polêmico, mas um pouco mais manso. Vale a pena.

Segue abaixo “Vou te levar” – Acústico MTV 2007

Vale a pena ver também essa entrevista, na qual Lobão consegue a proesa de deixar o Jô Soares quieto.

Por Flávio Vieira

 

Música X Política

Música e política sempre se misturaram. Às vezes com propriedade, às vezes por pura demagogia e com intuito de auto-promoção. Entre outros, Chico Buarque, Tom Zé e mais recentemente MV Bill são exemplos bem claros de músicos que contribuíram – e contribuem – significativamente para a mudança de atitude de um povo. No cenário internacional temos alguns ícones desse gênero musical. A banda irlandesa U2, sem dúvida, sempre foi bastante engajada nessas causas e deu voz a muitos movimentos, principalmente os relacionados aos direitos humanos. Outra banda notadamente engajada politicamente é o Rage Against the Machine (RATM). Só como exemplo, em um show em 1993 (Lollapalooza), a banda inteira subiu ao palco pelada, apenas com fitas tapando a boca para protestar contra um comitê americano (PMRC) formado por quatro velhinhas que gostavam de “ensinar” aos pais que a música tinha se tornado um dos aspectos mais degradantes da sociedade americana.

Segue abaixo, vídeo de um show/protesto do Rage Against the Machine em frente ao Staples Center. Soa como pura provocação.

Por Flávio Vieira

Playback

Há algum tempo o playback é uma forma de garantir aos cantores que eles não darão um enorme papelão na frente de uma multidão ansiosa por seus shows. Milli Vanilli foi um dos precursores. Recentemente, a cantora Britney Spears foi flagrada apenas dublando sua própria voz. Até aí tudo bem, todos já esperamos isso dela. O que foi difícil de engolir foi o CD riscado que o DJ deve ter usado para que ela dançasse livremente pelo palco. Os que presenciaram a cena relataram que durante o show todo houveram diversos “pulos” que deixavam a pobre loirinha extremamente incomodada. Não condenemos a careca Britney, pois muita gente faz uso desse artifício.

Há ainda uma outra categoria, muito mais sincera e que sempre se opôs a isso.

Abaixo segue um vídeo do Iron Maiden (Wasted Years) no qual os integrantes, contrariados pela emissora de TV a ter que dublar, inventaram uma brincadeira e foram banidos da emissora durante algum tempo. Divertidíssimo.

Por Flávio Vieira