Monthly Archives: October 2007

Bootleg do Sabbath?!

Não me perguntem como ou porque, mas cheguei no site “Profecias Brasil“, cujo lead é “As palavras proféticas para o Brasil num só lugar!”. É bom entretenimento em um mundo de liberdade religiosa e liberdade atéia.
Clicando aqui e ali, cheguei na página “Evidências do 666 no mundo“, da qual transcrevo algumas destas evidências:

  • Os sistemas de computador Olivetti P600 usam números de processamento iniciando em 666;
  • Algum calçado que circula no mercado comunitário europeu apresentam colada interiormente uma etiqueta com 666;
  • Quem quiser telefonar de Israel para o exterior marca o código 666;
  • Em Jerusalém, os veículos cujos donos sejam árabes têm placas de matrícula com o prefixo 666″.

E, entre outras, algo que talvez agora explique porque estou falando isso tudo aqui no nosso querido Obtuso:
“O grupo de rock Black Sabath (sic) publicou um álbum cujo nome é 666”Sabbath Bloody Sabbath
É bootleg ou o quê?
O bom vem agora, aproveitar o gancho e mandar um “Looking for today”, do álbum “Sabbath Bloody Sabbath” (1973), um grande lado B.

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por helil

Graduação, indigerível

Por acaso, tantos anos depois da minha graduação, cai em minhas mãos uma encomenda de monografia feita por um professor a um amigo meu querendo se formar. Nela, lê-se:

“[…] evite, ao máximo, fontes da Internet”

Além da facilidade em simplesmente copiar e colar trechos de trabalhos encontrados online está a facilidade em encontrar as mesmas fraudes. Renegar a Internet como meio de difusão de conhecimento é mesmo algo típico de um educador do marketing – como um assunto tão jovem e de alicerces tão fofos pode reunir tanto obscurantismo, como se fosse uma confraria milenar de um saber revelado?

Não passa de mais um elemento na lista para se fazer um trabalho “que passa de ano”: ter certo comprimento, usar certo vocabulário legitimador, citar um texto (se existir) do fessor, jamais desrespeitar a formatação de uma edição qualquer da ABNT (tesconjuro!) e, agora, “evitar, ao máximo, fontes da Internet”.

O pacto da mediocridade existe no ensino superior, bem como em tantas áreas da nossa ação social. Um lado quer não mais que o suficiente para colocar as mãos em um diploma, livrar-se de ao menos um dos carnês que paga. Além do mais, tem um trabalho que o consome, consome seu tempo e que, aliás, obrigou-o a caçar o tal certificado (é só aguardar a “necessidade irrevogável” de uma pós). O outro lado, que encomendou um trabalho que não vai julgar atentamente na esfera de seu conteúdo, não se pode imaginar o que queira. Buscando no dicionário tutor e tutelado, percebe-se quem tem a maior responsabilidade no tal pacto, que segue bem, obrigado.

Seguem dois links, auto-explicativos:

Darwin, Charles – A Origem das espécies

Marx, Karl – O capital

Em tempo, as recomendações do tal professor viajam por aí via e-mail.

Destruindo um guitar hero

Muito engraçado o que StSanders, aprontou no YouTube. Pegou vários solos de guitarristas consagrados, do tipo de Eric Clapton, Steve Vai, Santana e depois de um overdub fez os caras parecerem idiotas na guitarra (ou experimentalistas muito herméticos).

Segundo a Wired, quem não é músico às vezes não vê a graça da coisa toda, o que é uma pena.

O vídeo abaixo é dos melhores, porque tem de brinde um extraordinariamente insano Ozzy, curtindo muito um solo do Jake E. Lee. Eu quero uma dose do que eles tomaram.

por helil

Cada vez mais cansado

O showmício Cansei 2, que esperava 2 milhões de pessoas lastreadas por atrações como KLB e Luciano (do binômio Zezé de Camargo e Luciano) teve picos de 15 mil, segundo a PM.

O evento foi organizado pela FIESP, Associação Comercial de SP e OAB-SP. A FIESP tem 150.000 indústrias associadas.

Bem, mais duas coisas:

– É preciso parar com esses pudores de “manifestações apartidárias”, “movimentos de simples cidadãos” etc. Mais coragem, mais clareza na bandeira pra conquistar mais e melhores co-signatários (mais fiéis).

– Esse papo de “jovens empresários”, uma espécie de bucha de canhão na organização do comício é de arrepiar na espinha. Aliás, qualquer grupo com “juventude” no nome carrega a certeza do tédio que reside em tudo o que é asséptico e penteadinho.

Gasolina adulterada nos olhos dos outros

Acho bacana o caráter gregário do ser humano, embora tenha perdido esse gene na trilha tortuosa da minha concepção. E me ocorreu de ver isso na blogosfera. O processo pode ser reduzido assim: a princípio, você é um merda, como sói; depois passa um bonde meio vazio, meio cheio – você embarca e vão embarcando outros, no que começa um processo de auto-indulgências, de criação de bandeiras, de jargões, de uma lista de afazeres, opiniões, rapapés e maneirismos, cuja existência é nada menos do que essencial. O Homem caga regra com uma facilidade incrível, vai inventando o primordial depois das minúcias e assim a vida fica tão ocupada, plena e necessária. Já falei de auto-indulgências?
Na verdade, estou tão longe do meu assunto imaginado. É bem chato ficar lendo blogs em que o post tão atual e forçoso na presente conjuntura é só fachada pra construção de SEO, link density, ui-ui-ui, negrito em palavra pelada e grátis, fulano falou e o beltrano repercutiu, quão mais crista-de-onda ser podemos?
Já falei de auto-indulgências?

-o0o-

Lindo é hipérbato.