Frankensteins da música

Fico imaginando o que seria dos produtores, djs e tantas bandas hoje em dia, sem as ferramentas de edição que proliferam entre as centenas de programas que existem por aí. Dentre esses programas, o mais popular é o Pro Tools , excelente para gravações, mixagens etc e muito utilizado por produtores para aperfeiçoar ou consertar a execução dos músicos, quando necessário.

Apesar de acusada de permitir que artistas menos expressivos disfarcem sua falta de talento, a edição torna mais contundente os efeitos que uma música pode ter sobre o ouvinte. É o caso, principalmente, das bandas de metal moderno, como o Slipknot, por exemplo. Onde o bumbo da bateria, tocado quase na velocidade da luz, se mistura com o som produzido por mais dois percussionistas, tudo ao mesmo tempo.

Os djs, por sua vez, procuram outros programas de edição, já que a construção musical se torna diferente, com colagens, samplers e levadas misturadas a composições já existentes.

Com a migração cada vez maior da música para o áudio-visual, nada mais natural que essas ‘colagens’ de edição apareçam também nesse formato.

Segue aqui um vídeo caseiro que retrata mais um caminho a ser tomado, mostrando que a criatividade, unida à tecnologia, estará sempre abrindo novas possibilidades.

Por Nando Bassetto.

One thought on “Frankensteins da música

  1. Nando, eu amei esse video… Rs, rs, rs… É exatamente isso que eu sinto quando escuto/vejo um clipe/música hoje em dia. Enganada!!! Quero meu dinheiro de volta!

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