Monthly Archives: May 2007

Trilhas sonoras

As trilhas sonoras são parte fundamental no sucesso ou não de um filme. Na verdade, elas, por si só já contam uma boa história. Ou pelo menos deveriam. Basil Poledouris (1945-2006) foi um dos grandes mestres nessa arte. Com Conan – O Bárbaro, ele ganhou notoriedade, além de muitos prêmios. Merecidamente, diga-se de passagem. Vale o filme.

Veja abaixo um pedaço desse trabalho. Emocionante.


Duvida da importância da trilha sonora? Já imaginou o Iluminado em versão cômica? E a Mary Poppins assustadora? Pois é…

Por Flávio Vieira

Quem disse que a imagem não é nada?

Desde o surgimento do videoclipe a música já não é a mesma. Não sei se é pura coincidência isso ter acontecido, mas nos últimos anos a imagem se tornou mais importante do que o som em si. Se por um lado isso é ruim, pois o propósito de ter uma banda está errado, por outro, isso deu asas à imaginação para a produção de bons vídeos. Qualquer banda de garagem, com baixo – ou nenhum – orçamento, tem o seu vídeo pronto para ser viralizado. Basta uma boa idéia.

A banda sueca Ok, Go! é um exemplo muito claro disso. Desde o lançamento do clipe Here It Goes Again, a banda estourou para a mídia e a quantidade de shows e o público simplesmente quadruplicou, diz Damian Kulash, vocalista da banda. Realmente é divertido.

Abaixo, segue um vídeo feito pelo pessoal da Vimeo. Feito em um take só. Pelo menos é o que eles dizem. De qualquer forma, é muito bom.

Ah, a banda se chama Harvey Danger e a música “Flagpole Sitta”.



Por Flávio Vieira

Pra onde vai a música?

Para onde vai a música?

Qual será a nova roupa da música? Foi-se o tempo em que ela se conduzia por entre fitas cassetes, discos de vinil e até cds.

Claro que nada morre definitivamente quando se trata de arte, mas é inevitável perceber que a busca por novas mídias e novos meios de propagar música anda afoita, ansiosa por algum novo veículo eficaz e, principalmente, rentável.

Está todo mundo meio perdido tentando adivinhar ou descobrir a próxima forma de comercialização. Tudo ainda muito longe da certeza do início do CD, que chegou com o pé no peito e dominou o mercado por quase duas décadas. Há quem aposte no DVD, que traz a vantagem relevante da imagem, mas parece que num futuro também não tão longínquo, este também sucumbirá, plagiando ainda mais rapidamente a trajetória dos cds. Por exemplo, quem lembra do laser disc?

O mp3, um candidato à sucessão, entre outras coisas traz um choque drástico com a mesma tecnologia que o criou. Pela primeira vez andando para trás, este formato, na grande maioria das vezes, destrói a qualidade de áudio, enfraquecendo um tanto o seu poder.

Hoje começam as primeiras tentativas de se vender discos em pen drive. Alguns artistas apostam nesse formato para conseguir driblar as dificuldades de existirem no comércio de música.

Na verdade parecemos um bando de formigas batendo cabeça em busca de um novo caminho.

Qual será?

Por Fernando Bassetto

Não foi pênalti!!

Teve uma coisa boa na derrocada da União Soviética e da queda do muro de Berlim (entre muitas outras). E, no mesmo processo, no nosso microcosmo, a chegada ao poder de antigos líderes da esquerda, FHC e Lula. A invenção da direita que escreve. E se manifesta, veste camisa, empunha bandeira (ainda que faça tudo isso virtualmente).
Até hoje sempre foi mais bacana e acessível ser de esquerda. Agora virou bagunça, todo mundo tem telhado de vidro e precisa amarrar as calças pra entrar em qualquer quizila – antigamente jogo ganho – de como o capitalismo isso e aquilo e a classe vitimada não e não. Tem direitista falando de conspiração e esquerdista falando em trancafiar.
Repito: tudo isso é muito bom. Mas a criação de uma arena de debates não se faz da noite pro dia, e uma força superior impede esse e aquele lado de manter uma discussão honesta.
O debate brasileiro sempre parece acontecer entre torcidas adversárias. Vira embate, “fazeção de figa” pra lá e pra cá.
Colo aqui uma série de trechos colhidos em uma polêmica qualquer:

“Nunca vi tanta bobagem escrita, nem parece uma pessoa que frequentou faculdade.”
“O [fulano] está esfolando você no blog dele. E com razão. Abraços.”
“Ele devia ter canonizado o lula da çiuva, pois ele se acha Jesus Cristo.”(grifo meu)
“ahahah…eh um dos textos mais vagabundos e ordinarios que eu li nesses ultimos tempos…peca demissao, meu caro!”
“…demonstra uma simpatia acrítica pelos remelentos”.
“PÉSSIMO TEXTO O DELE,PESSIMO ![…]NA FALHA TÁ CHEIO E SE ACHAM O MAXIMO EM TERMOS DE ‘INTELEKTUALIDADE !”
“Quer saber? Não tenho paciência com adultos com deficiência de crescimento mental.”
“CHICABON NO [fulano]. O NEGÓCIO É O CHICABON. CHICABON RESOLVE! CHICABON É O BOM! CHICABON!!”
“[…]Tem mais, quer????”

Pouco argumento e às vezes nem mesmo opinião.
O Santos Futebol clube é a única verdade do futebol. O resto tinha que sumir, tomar pancada e desaparecer (figas procê).

Faça-você-mesmo

A grande contribuição do punk (entre tantas outras alegrias) é o faça-você-mesmo. O movimento não inventou o conceito mas seguramente é o seu maior divulgador e praticador. Um conceito que teve desdobramentos gerais. Além do aspecto musical, muita gente distante da estética punk se beneficia dessa liberdade sem saber. Não são mais necessários os decanos proprietários do know-how absoluto para nada. Faça você mesmo, do seu jeito e compare com os cânones.
Essa é uma das características que confere ao punk um lugar na história mais profundo do que seu contemporâneo metal.
Segue uma faixa das Mercenárias, 1986, Polícia. São Paulo era bacana.
[audio:http://obtuso.helil.net/audio/mercenarias-policia.mp3]

por helil