Pra onde vai a música?

Para onde vai a música?

Qual será a nova roupa da música? Foi-se o tempo em que ela se conduzia por entre fitas cassetes, discos de vinil e até cds.

Claro que nada morre definitivamente quando se trata de arte, mas é inevitável perceber que a busca por novas mídias e novos meios de propagar música anda afoita, ansiosa por algum novo veículo eficaz e, principalmente, rentável.

Está todo mundo meio perdido tentando adivinhar ou descobrir a próxima forma de comercialização. Tudo ainda muito longe da certeza do início do CD, que chegou com o pé no peito e dominou o mercado por quase duas décadas. Há quem aposte no DVD, que traz a vantagem relevante da imagem, mas parece que num futuro também não tão longínquo, este também sucumbirá, plagiando ainda mais rapidamente a trajetória dos cds. Por exemplo, quem lembra do laser disc?

O mp3, um candidato à sucessão, entre outras coisas traz um choque drástico com a mesma tecnologia que o criou. Pela primeira vez andando para trás, este formato, na grande maioria das vezes, destrói a qualidade de áudio, enfraquecendo um tanto o seu poder.

Hoje começam as primeiras tentativas de se vender discos em pen drive. Alguns artistas apostam nesse formato para conseguir driblar as dificuldades de existirem no comércio de música.

Na verdade parecemos um bando de formigas batendo cabeça em busca de um novo caminho.

Qual será?

Por Fernando Bassetto

One thought on “Pra onde vai a música?

  1. Pra gente que ouve música há décadas (tiozão), agora dá pra perceber que nunca foi a música sozinha. O começo era ouvir o vinil olhando pra uma capa/encarte imensos, cheios de fotos e encarte com letras. O três em um ou o modular, o big headphone. E por aí vai: teve tempo de walkman, que transformava a música em um videoclip instantâneo ao caminhar pela rua (essa era a minha viagem). Teve também o videoclip propriamente dito, desde aquele programa da Gazeta (cujo nome me foge da memória) até a finada MTV. Pra encurtar, agora 99% da música que ouço é em frente ao PC, 128Mhz e tal. Ouvir música puramente é quase impossível e é uma experiência bem diferente, que vale a pena.

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