Monthly Archives: May 2007

Michael Jackson

Michael Jackson definitivamente não está nas alturas. Após ter sofrido a acusação de abusar sexualmente de um menor, ter visto negado o seu pedido de US$ 200 milhões para fazer algumas apresentações em Las Vegas, o cantor vê seus objetos pessoais irem a leilão nessa semana. E a preço de banana. O disco de platina que recebeu pela música Billie Jean, por exemplo, foi arrematado por míseros cem dólares. Assim, o que poderia ser um final de carreira memorável, se tornou nostálgico e depressivo, sem entrar mais no mérito da questão. Fiquemos com os bons momentos.

Segue abaixo um de seus maiores sucessos, tanto musical quanto como videoclipe. Thriller, do álbum homônimo, de 1983.

Por Flávio Vieira

Heranças

Tempos atrás busquei na Internet qualquer coisa sobre a Patife Band e nada, a não ser muitas referências ao DJ Patife. Queria comprar um CD do primeiro EP, quem sabe lançaram. Nem.

Agora, folgo em ver alguns links, inclusive a página da banda no MySpace . Tem promessas de um inédito.

Existem bandas e músicos que não fazem herdeiros e isso pode ser muito bom ou muito ruim. No caso, muito ruim. Ainda que possa ser chique citá-los como influência – uma banda punk com dodecafonismo, ritmos brasileiros, free jazz e o escambau, não houve vertente vinda da banda de Paulo Barnabé até onde minha isolada vista alcança.

O importante é notar que um projeto de som que poderia ser rotulado simplesmente de “cabeça”, não se acaba em um catálogo de presunções, mas um som redondo e – rótulo bom – “da pesada”.

Segue “Poema em linha reta” (trecho do poema do Fernando Pessoa, musicado pelo irmão do Paulo, Arrigo Barnabé), Corredor Polonês (1987), com Cidão Trindade na bateria e Olivier no Sax alto. Som de LP.
Patife era então:
Paulo Barnabé, Sidney Giovenazzi, André Fonseca e Paulo Mello.

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por helil

The Zimmers

A banda inglesa The Who, ícone do Rock nos anos 60/70, não poderia imaginar que a música que os tornou famosos seria sucesso de novo 40 anos depois. My Generation alcançou o 2º. lugar nas paradas inglesas e agora volta a ser um enorme sucesso. A banda The Zimmers, composta por mais de 40 integrantes, todos idosos, gravou e fez um clipe em Abbey Road com o intuito de protestar contra os maus tratos que a 3ª. idade sofre na Inglaterra. O vocalista Alf Carretta, 90 anos, junto com um produtor da BBC de Londres, tiveram a idéia da gravação. Soando como um protesto, a banda The Zimmers – que significa “andador” em inglês – canta o famoso sucesso, exaltando a letra “I hope I die before I get old” (espero que eu morra antes de ficar velho). Já há até a possibilidade de uma turnê pela Europa.

Genial!

Por Flávio Vieira

Vamos falar de power trio

“Não é um trio, é um triumvirato”. Assim começa a resenha da contracapa (antigamente os sons vinham com “capas”) de Money Jungle, com Duke Ellington no piano, Charles Mingus no baixo e Max Roach na bateria.

Capa do disco Money JungleO Duke já contava com 40 anos de carreira, assina todos os temas (divide “Caravan” com Tizol e Mills). Mingus, instrumentista consagrado, construindo seu espaço em outro triumvirato , o dos compositores (de novo Ellington mais Monk). Max levava a bateria à frente de qualquer time a bel-prazer, juntos pra levar a mística dos trios à estratosfera.

A filosofia do jazz dos anos 60 esgotou as possibilidades conceituais. O resto é explorar esses conceitos ou abusar da evolução dos Casios e Yamahas da vida. E tais conceitos são infinitos – quantas versões de Caravan são possíveis? O jazz é bacana por isso: o próprio pai da criança a vira de cabeça de pra baixo, descabelada e colorida, assim de improviso.
Segue Caravan, do Money Jungle (1962), ripada do vinil.

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por helil

Eu sou autônomo; mas sou privado.

Sou autônomo. Contas, a rigor, não presto pra ninguém. A não ser quando decido comprar uma caneta e pago imposto. A não ser quando decido tirar o dia, pra flanar ou ir ao médico, e os prazos apertam e o plano de saúde computa minha consulta. A não ser quando a luz vence, e o apagão solitário fica iminente. A não ser quando resolvo trabalhar domingo (pra correr atrás do prazo) e a família se ressente da minha ausência. A não ser quando me excedo no cartão de crédito e um telemarketing de banco me seleciona como grande cliente potencial. A não ser quando dou presentes claramente vagabundos pra gente que eu amo. A não ser quando deixo meus amigos mais cedo, antes que a conta do bar atinja a estratosfera.
Eu gosto de ser autônomo, indico pra todo mundo que queira um pouco de folga nos horários, nas vestimentas. Alguém que queira, por exemplo, ler Bacon e não Jack Welsh, quando, de caso pensado, queira isso e não aquilo. Quando creia que é o melhor para si, para as pessoas de quem gosta, para as pessoas das quais se é tributário. Para as pessoas que, se for o caso, o fundaram e o mantêm.